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EDUCAÇÃO FORMAL E ENGAJAMENTO DISCENTE: COMO SUPERAR OS DESAFIOS DE ENSINAR NAS ESCOLAS?

Atualizado: 6 de out. de 2023


Hodiernamente, engajar os estudantes no processo de ensino e aprendizagem é uma tarefa cada vez mais desafiadora, principalmente neste contexto pós-pandêmico, no qual a escola precisa reeducar os estudantes para a rotina de estudos presenciais e superar as lacunas acarretadas pelo ensino remoto.


Partindo deste princípio, os docentes precisam recorrer a estratégias que tornem a sala de aula um espaço lúdico e que desperte nos alunos a necessidade de estar na escola e aprender os conteúdos científicos ensinados. Sendo assim, três pilares são essencialmente importantes:


1. Uso de metodologias ativas;

2. Utilização de recursos digitais;

3. Ensino contextualizado.


No quesito metodologias ativas, o docente precisa recorrer a estratégias que tornem o estudante parte ativa do processo de ensino e aprendizagem, visto que a geração de nativos digitais multitelas não consegue ficar muito tempo focada em uma única tarefa, ou focar em atividades projetadas por meio de uma metodologia "tradicional" na qual os estudantes estejam sentados como ouvintes passivos. Para tanto, metodologias como Rotação por Estações, Aprendizagem Baseada em Projetos, Aprendizagem Baseada em Gamificação e Aprendizagem por pares são algumas estratégias simples que podem acarretar resultados significativos.

Professores recebendo formação sobre como trabalhar com Games e Gamificação em sala de aula, curso promovido pelo Instituto Educacional Papo Docente.


Ademais, o uso de recursos tecnológicos também pode trazer resultados engajadores, visto que isso pode despertar o interesse nos estudantes, principalmente nos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Desse modo, recursos simples como aplicativos de Realidade Virtual e/ou Aumentada, como o Sólidos RA e Merge Objectives; Jogos Digitais em plataformas como Wordwall e Kahoot; plataformas de trabalho colaborativo, como o Google Keep; aplicativos de visitas a espaços museais, como o Google Arte e Cultura, entre outras plataformas, podem revolucionar a maneira como o professor ensina e como o discente aprende. Todavia, vale ressaltar que o uso de recursos tecnológicos não é o que vai salvar a educação, por esse motivo devem ser utilizados com sabedoria, moderação e planejamento, pois, se utilizados indevidamente ou de forma exagerada, poderão causar estranhamentos e até mesmo aversão nos estudantes.

Estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental, anos iniciais da rede Municipal de Educação de Paranavaí, estudando perímetro no aplicativo Sólidos RA.


O terceiro pilar, ensino contextualizado, muito discutido por Paulo Freire, está relacionado com o pensamento de que apenas aprendemos ou buscamos aprender aquilo que terá alguma aplicação significativa e concreta no mundo real. Em outras palavras, quer dizer que se o professor não deixar evidente o porquê de determinado conteúdo ser estudado e onde poderá ser aplicado na vida social do estudante, é provável que o discente não se interesse por aquela aula, podendo, assim, distanciá-lo do processo de aprendizagem. Desse modo, transformar o conteúdo em situações-problemas reais que os alunos precisarão resolver é uma excelente estratégia para engajá-los no processo de aprendizagem e, assim, talvez, despertar a necessidade de aprender determinado conceito científico. Afinal, hoje a sociedade busca pessoas que consigam, rápida e precisamente, solucionar problemas.


Portanto, não cabe, hoje, ser um docente que queira chegar em sala de aula com o planejamento no qual a rotina de ensino se aprendizagem seja: explanação teórica do conteúdo científico, seguido de uma lista de exercícios teóricos do livro didático, geralmente descontextualizados da realidade dos estudantes, finalizada por uma avaliação teórica do que foi ensinado. Todavia, isso não significa que se deve abandonar as estratégias “tradicionais” de ensino ou os exercícios teóricos, mas sim que deve-se ressignificá-las e transformá-las em metodologias que considerem o estudante como parte ativa e com conhecimento do/de mundo que podem contribuir com o processo de ensino e aprendizagem.


Espero que tenha gostado das dicas!


Até a próxima!


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