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EDUCAÇÃO PARA NATIVOS DIGITAIS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES

Atualizado: 16 de abr.

Pensar em ensinar na atualidade é algo desafiador para o professor, visto que são vários os obstáculos que precisamos vencer, como: desvalorização social, alunos desinteressados, falta de recursos e infraestrutura, dentre vários outros. Desse modo, está cada vez mais difícil pensar em ser docente, assim como evidenciou os dados do último censo, no qual vimos que somando universidades públicas e privadas temos o percentual de 58,85% de vagas ociosas nos cursos de licenciatura, um dado alarmante para o futuro da profissão professor em nosso país.


Ademais, hoje, temos no chão da escola os alunos que, segundo Marc Prensky, são os nativos digitais, uma geração de indivíduos nascidos na era digital e que muitas vezes veem a escola como um espaço não atrativo para se estar. Perante a isso, nós, professores, temos o desafio de buscar formação para engajar esses estudantes no processo de ensino e aprendizagem.


Atividade prática aplicada em uma turma de 5ª ano para construção de conhecimento sobre coordenadas e pares ordenados. Foto: Arquivo pessoal

Indo de encontro a estes desafios, penso que algumas estratégias podem auxiliar-nos a enfrentar as dificuldades que surgem em sala de aula neste mundo digital, sendo elas:


1. Compreender que precisamos de formação continuada constante

Nós professores, somos profissionais importantíssimos, pois trabalhamos com a formação humana. Desse modo, é preciso que estejamos preparados para os múltiplos contextos educacionais e as novidades que surgem a cada dia. Sendo assim, a formação continuada necessita fazer parte da nossa rotina de trabalho, já que apenas assim construiremos estratégias significativas para lidar com as problemáticas que surgirem em nosso caminho.


2. Compreender que as metodologias ativas são a melhor alternativa para ensinar os nativos digitais.

As metodologias ativas são formas de deixar o ambiente de aprendizagem significativo e engajar os educandos no processo de ensino e aprendizagem, pois por meio delas a sala de aula torna-se um espaço de aprendizagem maker, no qual o estudante participa ativamente da construção do seu conhecimento, com nossa mediação docente como apoio: afinal somos os adultos formados da relação.


3. Sempre estar atualizado sobre o universo infanto-juvenil e trazer esse conhecimento para as aulas.

Conhecer o universo infanto-juvenil é de extrema importância, pois, assim, nossas aulas tornar-se-ão mais atrativas para os estudantes, visto que a relação professor-aluno ficará mais próxima e as temáticas introdutórias, por exemplo, mais engajadoras.


4. Trabalhar a gestão do tempo e emocional junto com nossos estudantes.

Temas como gestão do tempo e gestão emocional são de extrema importância para o dia a dia de sala de aula. Desse modo, é importante que a escola incorpore no currículo interno saúde mental, inteligência emocional, e rotinas de estudo como temas transversais para que haja uma aprendizagem integral.


Atividade prática aplicada em uma turma de 5ª ano com Realidade Virtual para trabalhar o conteúdo: sobre Sistema Solar. Foto: Arquivo pessoal

5. Trazer a tecnologia digital para a sala de aula

É importante que o professor não veja a tecnologia digital como inimiga do processo de ensino e aprendizagem. Assim, sempre que possível, e mediante a infraestrutura disponibilizada pela instituição de ensino, fazer o uso de aparatos tecnológicos, pois desenvolveremos a competência do uso consciente dos recursos digitais. Como dica, temos algumas plataformas que são simples de serem utilizadas e ótima opção para quem está iniciando no universo digital, como: Padlet, Wordwall, Kahoot, Quizzes, Merge Cube, Sólidos RA, Geogebra, aplicativos da Google for Education, Canva, entre outras.


6. Pensar fora da caixa

É importante que, hoje, pensemos fora da caixa, pois o disruptivo é o que pode engajar essa geração de alunos multitelas e que são impacientes o suficiente para não conseguir focar em uma tarefa por muito tempo. Seja inovador com o simples!


Atividade lúdica aplicada em uma turma de 5ª ano para construção de conhecimento sobre coordenadas e pares ordenados. Foto: Arquivo pessoal

Sabemos que esses seis aspectos não vão salvar a educação, bem como que implementá-los não é uma tarefa fácil. Entretanto, elas possibilitam um pontapé inicial e a partir delas o professor ser livre para remixar suas atividades e estratégias, sempre considerando seu contexto educacional.


Por fim, é importante participar de uma comunidade de pessoas que te possibilite essa troca de boas práticas, bem como que possa ser um suporte nos momentos de dificuldade da profissão! Assim, convido-te, professor, a participar da Comunidade do Papo Docente, haja vista que aqui temos uma rede de professores que estão preparados para auxiliar-te nos desafios de ensinar!


Espero que tenha gostado.


Até a próxima!

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