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ESTRATÉGIAS PARA POTENCIALIZAR O ENSINO DE GEOGRAFIA POR MEIO DE OFICINAS PARTICIPATIVAS E GEOTECNOLOGIAS

Atualizado: 18 de fev.


No atual cenário educacional, a incorporação das geotecnologias no ensino da Geografia surge como uma estratégia essencial para promover uma aprendizagem mais significativa e contextualizada. Ao explorar as diversas ferramentas disponíveis, nós, educadores, temos a oportunidade de enriquecer as experiências de aprendizagem dos estudantes, estimulando sua curiosidade e estabelecendo conexões mais profundas com o espaço geográfico.


Dito isso, surge a pergunta: de que maneira ao explorar essas ferramentas, o professor pode apresentá-las para os alunos? Uma resposta possível para essa indagação é o uso de oficinas participativas, já que por meio delas os estudantes podem colocar a mão na massa e experenciar a prática de utilização das geotecnologias.


Mas fique calmo, professor! Para que tudo isso fique mais claro, aprofundarei nossa reflexão sobre o que são as oficinas participativas.


Oficinas participativas e aprendizagem significativa


As oficinas participativas desempenham um papel crucial no ensino das geotecnologias, oferecendo aos alunos uma experiência prática e interativa de aprendizagem. Durante essas atividades, os estudantes têm a chance de utilizar softwares de mapeamento, explorar dados geográficos e realizar análises espaciais, tudo isso de maneira prática.


Trabalhando em grupos, eles podem discutir ideias, resolver problemas e apresentar resultados colaborativamente. Essas oficinas, combinadas com recursos relacionados à geografia, são altamente eficazes para construir o processo de ensino-aprendizagem em sala de aula.


Ao introduzir práticas envolvendo geotecnologias, os professores proporcionam aos alunos oportunidades reais de explorar o espaço geográfico de forma prática e envolvente. Isso não apenas complementa os métodos tradicionais, mas também abre caminho para uma compreensão mais ampla e crítica da dinâmica socioespacial.


Dessa forma, as oficinas participativas se destacam como uma abordagem eficaz para engajar os alunos no estudo das geotecnologias, proporcionando-lhes experiências concretas de utilização das ferramentas e conceitos relacionados à geografia digital.


Organizando uma oficina participativa com o Google Earth


Para incorporar o Google Earth como ferramenta de geotecnologia na sala de aula, é essencial uma oficina participativa e prática para os alunos, sendo necessário que se envolvam ativamente duranbte as atividades propostas para que compreendam e desfrutem da experiência.


Com isso em mente, uma dica útil é organizar a oficina de forma simples e acessível, permitindo que os alunos explorem o Google Earth com as próprias mãos.


Aqui vai uma dica prática de como organizar uma oficina.


Oficina participativa: Explorando o Mundo com o Google Earth


Objetivo da oficina: Introduzir os alunos ao uso do Google Earth como ferramenta para explorar e compreender o espaço geográfico, desenvolvendo habilidades de localização, interpretação de imagens e análise espacial.

Duração: 2 aulas.

Recursos Necessários:

  • Computadores com acesso à internet;

  • Smatphones (se possível);

  • Projetor ou tela para exibir o Google Earth;

  • Folhas de atividades impressas (opcional);

  • Cadernos e canetas para os alunos.


Roteiro de aplicação

 

Parte 1 - Introdução (15 minutos):

 

  • Boas-vindas aos alunos e explicação do objetivo da oficina.

  • Breve apresentação sobre o Google Earth e suas funcionalidades.

  • Contextualização da importância da geotecnologia no estudo da Geografia.

  • Apresentação dos objetivos da atividade e conteúdo a ser explorado.


Parte 2 - Demonstração prática (30 minutos):

 

  • Demonstrar ao vivo como acessar e navegar no Google Earth.

  • Apresentar as principais ferramentas e funcionalidades do Google Earth, como zoom, rotação, busca por lugares, camadas e medidas.

  • Exemplificar diferentes tipos de visualizações disponíveis, como imagens de satélite, mapas topográficos e modelos 3D.


Parte 3 - Atividade prática guiada (45 minutos):

 

  • Dividir os alunos em pequenos grupos.

  • Propor uma atividade prática guiada, como encontrar e marcar no mapa sua escola, sua casa, pontos de referência na cidade, rios, montanhas etc.

  • Incentivar os alunos a explorarem diferentes camadas e informações disponíveis no Google Earth, como: imagens históricas, fronteiras políticas, relevos etc.

  • Estimular a discussão e troca de ideias entre os grupos, compartilhando suas descobertas e observações.


Parte 4 - Discussão e reflexão (20 minutos)

 

  • Reunir os alunos em roda para uma discussão sobre suas experiências e aprendizados durante a atividade prática.

  • Estimular reflexões sobre a importância do uso do Google Earth como ferramenta de geotecnologia no estudo da Geografia.

  • Explorar possíveis aplicações práticas do Google Earth em situações do cotidiano e em outras disciplinas escolares.


Parte 5 - Feedback e Encerramento (10 minutos):

 

  • Recapitular os principais pontos abordados durante a oficina.

  • Agradecer a participação dos alunos e reforçar a importância do uso de ferramentas tecnológicas no processo de aprendizagem.

  • Fornecer materiais de apoio e sugestões para atividades futuras utilizando o Google Earth.

  • Realizar a auto e heteroavliação de todo o caminho da atividade proposta.


Dicas adicionais


  • Durante a atividade prática, os alunos devem ser encorajados a explorar livremente o Google Earth, estimulando sua curiosidade e autonomia.

  • O professor deve circular entre os grupos para auxiliar e tirar dúvidas, garantindo que todos os alunos estejam participando ativamente.

  • As atividades podem ser adaptadas de acordo com a faixa etária e o nível de conhecimento dos alunos, bem como para atender objetivos específicos de aprendizagem.

  • Ao final da oficina, os alunos podem ser incentivados a compartilhar suas descobertas e aprendizados em forma de apresentações, relatórios ou produções escritas.


Geografia Tecnológica e abordagens contemporâneas


O ensino de Geografia deve evoluir em sintonia com a sociedade atual, marcada pela globalização e pelo avanço tecnológico. Nesse sentido, a Geografia tecnológica emerge como uma prática pedagógica relevante, que integra teoria crítica e geotecnologias de maneira prática e acessível. Os professores desempenham um papel central nesse processo, guiando os alunos na utilização de ferramentas digitais e na compreensão do espaço geográfico em suas múltiplas dimensões.


Para que todas as reflexões fiquem mais claras, deixo algumas dicas de Plataformas Digitais e Recursos Didáticos que podem auxiliar nessa integração entre o online e o offline.


1. O uso de plataformas digitais e recursos didáticos como o Google Earth:

A Terra vista a partir da plataforma digital do Google Earth, no celular.


2. O site Mapbiomas é uma boa opção para analisar com os alunos os biomas e sua distribuição no Brasil, a partir de uma ferramenta de geoprocessamento.


Biomas brasileiros vistos a partir da plataforma digital PGI/IBGE


3. Os portais do IBGE, já que são recursos ricos e gratuitos para serem explorados no dia a dia de sala de aula.

 

Site oficial do IBGE, demonstrando informações sobre dados demográficos do Brasil, uma opção para trabalhar formação do território brasileiro, por exemplo.

   

Essas representações visuais do espaço geográfico permitem que os alunos desenvolvam habilidades de localização, interpretação de imagens e leitura de mapas temáticos, conforme recomendado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Dessa forma, o ensino de Geografia se torna mais dinâmico e atrativo, promovendo uma aprendizagem significativa e duradoura.


Em síntese, o uso das geotecnologias e das oficinas participativas no ensino da Geografia representam uma oportunidade para transformar a maneira como os estudantes aprendem sobre o mundo ao seu redor. Ao integrar práticas participativas, abordagens contemporâneas e recursos tecnológicos, nós, educadores, podemos inspirar uma nova geração de geógrafos críticos e engajados, preparados para compreender e enfrentar os desafios do século XXI.


Espero que tenham gostado!


Até a próxima.




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